CÂNCER DE MAMA
Numerosos
estudos médicos têm produzido evidências de que o vinho pode ajudar a prevenir
alguns tipos de câncer, e até a tratá-los. Dessa vez, a boa notícia do mundo de
Baco é para as mulheres que sobreviveram ao câncer de mama.
Trata-se
de um estudo do Fred Hutchinson Cancer Research Center, realizado com cerca de
5.000 pacientes de câncer de mama, e publicado recentemente no Journal of
Clinical Oncology.
Fred
Hutchinson Cancer Research Center é uma organização de pesquisa sem fins
lucrativos, que trabalha pela prevenção, detecção e tratamento do câncer e de
doenças relacionadas. De renome mundial, conta com três cientistas reconhecidos
pelo prêmio Nobel.
Segundo
esse estudo, as mulheres que tiveram câncer de mama não precisam virar
abstêmias, e podem, inclusive, beneficiar-se do consumo moderado de vinho.
Contrariando
pesquisas anteriores, que relacionavam o consumo de álcool ao aumento do risco
de desenvolver câncer de mama, esses pesquisadores afirmam que o hábito de
beber vinho, antes e depois do diagnóstico, não tem impacto sobre as taxas de
sobrevivência à doença.
Os
pesquisadores revelaram que o consumo de álcool nos anos que antecederam o
diagnóstico não foi associado com a probabilidade de morrer de câncer de mama.
Na
realidade, o estudo afirma, inclusive, que o consumo moderado traz até um
pequeno benefício para essas mulheres, na medida em que diminui o risco de
morte por doença cardiovascular, que é a principal causa de mortalidade entre
as mulheres que ficaram curadas do câncer de mama.
Aquelas
mulheres que relataram ter consumido entre 3 e 6 taças de vinho por semana, nos
anos que antecederam o diagnóstico, demonstraram ter 15% menos chance de morrer
de doenças cardiovasculares do que as que se declararam abstêmias.
Polly
Newcomb, o principal autor do estudo, e diretor do Programa de Prevenção ao
Câncer do Fred Hutchinson Center, aventou, ainda, a possibilidade das mulheres
que bebem com responsabilidade serem mais sensíveis às terapias hormonais, o
que ainda precisa ser mais pesquisado.
Sempre
vale lembrar que moderação é palavra de ordem, que a opinião que realmente
importa é a do seu médico, e que, se há controversas mesmo entre cientistas,
imagine, então, entre nós, leigos no assunto, mas amantes do vinho!
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