by Marcelo Forggi - Sommelier e Advogado

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Vinho tinto e chá verde podem prevenir Alzheimer



Um estudo recente realizado pela Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, e publicado no The Journal of Biological Chemistry descobriu que sustâncias presentes no vinho tinto e no chá verde têm o poder de bloquear um dos fatores responsáveis pelo desenvolvimento do Alzheimer.

Testes de laboratório concluíram que a EGCG, uma enzima encontrada no chá verde, e o resveratrol, um antioxidante achado no vinho tinto, impedem que uma proteína associada à doença, a beta-amiloide, conecte-se às células cerebrais, causando a morte destas. O Alzheimer é caracterizado por um acúmulo anormal de beta-amiloide no cérebro.

Como foi realizado em laboratório, o estudo ainda precisa ser testado em humanos para a eficácia ser confirmada, porém, os pesquisadores estão entusiasmados com os resultados, uma vez que ainda não há cura para a doença. "Este é um passo importante para aumentar a compreensão das causas e progressão do Alzheimer", afirmou o pesquisador Nigel Hooper.


Fonte: Revista Adega - http://revistaadega.uol.com.br/artigo/vinho-tinto-e-cha-verde-podem-prevenir-alzheimer_5322.html

sábado, 24 de maio de 2014


Conheça o aplicativo para vinhos Vivino Wine Scanner

As redes sociais chegaram aos enófilos. Apreciadores de vinho agora contam com uma maneira prática para obter informações sobre determinada bebida, sem a necessidade de consultar sites especializados ou enólogos. Diante de uma rede com mais de 800 mil rótulos cadastrados, o aplicativo Vivino Wine Scanner, feito para Android e iPhone, é um dos mais populares da categoria, que já conta com inúmeros lançamentos.

Lançado em 2009, pelo dinamarquês Heini Zachariassen, o programa reconhece os rótulos das garrafas através da captação de imagem. Para saber sobre um vinho específico, basta fotografá-lo e aguardar poucos segundos para que o programa lance informações sobre a bebida, como nome, produtor, casta, safra, região, composição, locais de venda e sugestões de harmonização.

Um dos maiores atrativos do aplicativo é a avaliação. Cada rótulo reconhecido possui uma nota, que é elaborada através do cruzamento de pontos fornecidos pelos usuários que já consumiram o vinho. O sistema funciona através de estrelas: 1 – Não gostei, 2 – Ok, 3 – Bom, 4 – Ótimo e 5 – Sensacional. Através da pontuação, o programa elabora rankings. Por exemplo, ao reconhecer o pinot noir Doña Paula, o Vivino lança os seguintes dados: quatro estrelas na classificação geral,  com avaliação de 58 bebedores.  Pelo aplicativo, o vinho é considerado o 2.988º melhor da Argentina (de 28 mil rótulos cadastrados), o 22º melhor (de 210) da sua vinícola e o 91.698º melhor vinho do mundo (de 865 mil registros).



A classificação também traz uma descrição da vinícola para quem não confia apenas nos números. O texto usualmente traz explicações sobre cor, aroma, acidez, entre outras especificidades. Se o Vivino não reconhece um rótulo, ele estabelece um prazo de até dois dias para que o cadastro seja inserido no sistema.

Cada usuário assume um perfil semelhante ao do aplicativo de fotos Instagram (com o layout todo em cor de vinho, é claro). Os amigos podem ser importados e convidados através do Facebook. As imagens ficam organizadas na ordem em que foram incluídas. O aplicativo não contém mecanismo de busca pelo nome do vinho, mas as bebidas podem ser encontradas pelo filtro de “preço mais baixo”, “preço mais alto” e “melhor classificado”, caso o usuário deseje encontrar um vinho que bebeu há algum tempo.

Outra característica fundamental do aplicativo é que ele é gratuito. Quem quiser pagar US$ 4,99 mensais e se tornar um usuário Vivino PRO pode obter mais sofisticação, embora o sistema seja completo para quem deseja apenas ter uma ideia geral sobre o vinho que está escolhendo, bebendo ou comprando.

Na esfera social, o programa permite “curtir” o vinho do amigo, adicioná-lo a sua lista de desejos (para ter onde consultar na hora da dúvida) e comentar. Outra ferramenta interessante é a de localização. O Vivino procura locais de comercialização próximos ao usuário, como restaurantes, supermercados e lojas que vendem os vinhos cadastrados.

O sistema ainda não inclui bebidas brasileiras, sendo os rótulos mais populares da França, Espanha, Itália, Estados Unidos, Chile, Argentina, Austrália, Alemanha e Portugal.

De acordo com o site do aplicativo, estão inseridos no programa mais de 32 mil vinícolas, 849 mil vinhos, 44 regiões produtoras, 48 países, 538 castas, 1,8 milhões de avaliações, 175 mil pontos de comércio e 112 mil vinhos com preços.

Confira o vídeo explicativo lançado pelo Vivino:


Vinho tinto pode contribuir para eliminar cáries e placas bacterianas

Bebida afastaria doenças dentárias e teria menos efeitos colaterais


                                          Foto: Jonas Ramos / Especial

Para quem procura um motivo para desfrutar de um copo de vinho tinto no jantar, aqui vai um: uma pesquisa descobriu que a bebida, bem como o extrato de semente de uva, poderia ajudar a prevenir as cáries. Os cientistas dizem que seu relatório, que aparece no Journal of Agricultural and Food Chemistry, pode levar ao desenvolvimento de produtos naturais que afastem doenças dentárias com menos efeitos colaterais.

A pesquisadora M. Victoria Moreno-Arribas explica que as doenças dentárias são extremamente comuns em todo o mundo, e estima-se que afetem de 60% a 90% da população global. Os problemas começam quando certas bactérias da boca se reúnem formando comunidades difíceis de eliminar. Elas formam a placa bacteriana e produzem ácido, que prejudicam os dentes.

Escovação, flúor no creme dental e outros métodos podem ajudar a se livrar delas, mas os efeitos são limitados. Além disso, alguns enxaguatórios antimicrobianos usados atualmente podem mudar a cor das gengivas e alterar o paladar, fazendo com que as pessoas os utilizem menos tempo do que deveriam. Algumas pesquisas sugerem que os polifenóis, extrato de semente de uva e vinho podem retardar o crescimento de bactérias. Por isso, a equipe decidiu testá-los.

Eles realizaram culturas de bactérias responsáveis por doenças dentárias e mergulharam as amostras, por alguns minutos, em diferentes líquidos - vinho tinto, vinho tinto sem álcool, vinho tinto enriquecido com extrato de semente de uva e água. O vinho tinto com ou sem álcool e aquele com extrato de semente de uva foram os mais eficazes ao eliminar as bactérias.



quinta-feira, 24 de abril de 2014

EXPOVINIS 2014

Estive ontem (23/04) na Expovinis 2014, onde tive a grata surpresa de ver um grande público circulando pelos corredores da feira, além dos diversos expositores. Foi uma grande oportunidade de conhecer e degustar diversos rótulos que ainda não encontramos no Brasil, ter contato com expositores franceses, italianos, portugueses, chilenos e de vários outros países buscando novos negócios na tentativa de exportar para o Brasil.

Notei falta de rótulos da Austrália na feira.

Vale a pena visitá-la, mesmo que hoje (24) seja o último dia.

Além das exposições, também há workshops interessantes sobre o mundo do vinho.

quarta-feira, 5 de março de 2014





Duas universidades canadenses, Brock University e McMaster University, uniram-se em uma pesquisa muito interessante para os amantes do vinho.

O estudo, intitulado “Inhibition of human lung cancer cell proliferation and survival by wine”, foi publicado no jornal Cancer Cell International. A tradução deste título seria “Inibição da proliferação e sobrevivência das células humanas de câncer de pulmão, pelo vinho”. 

Parece promissor, não é?

A partir de testes laboratoriais, realizados in vitro, esses pesquisadores examinaram os efeitos do vinho sobre a proliferação e sobrevivência de células de câncer de pulmão, colocando essas células em contato com diferentes tipos de vinho.

As células selecionadas eram de carcinoma de pulmão de células não-pequenas (em inglês “No Small Cell Lung Câncer – NSCLC”), que estão associadas a 80% dos casos de câncer de pulmão e que são consideradas menos sensíveis a tratamentos quimioterápicos.

Os resultados obtidos foram muito promissores. Observou-se que o vinho tinto tem a capacidade de inibir significativamente a proliferação das células cancerígenas e bloquear sua sobrevivência por processos de mitose. Todos os vinhos tintos examinados apresentaram efeitos positivos, independente da cepa ou da época da colheita. Pinot Noir, na realidade, alcançou resultados ainda melhores, mas o seu efeito não foi estatisticamente diferente dos outros vinhos tintos utilizados.

O vinho branco apresentou resultados semelhantes, mas com menor eficiência, o que sugere um maior potencial do vinho tinto para frear o desenvolvimento deste tipo de câncer.
Essa pesquisa vai ao encontro de diversos outros estudos já realizados, que também relacionam o consumo moderado de vinho e a prevenção ou o tratamento de câncer. 

O fato é que esses dados sugerem que o vinho, além de prazeroso como bem o sabemos, pode também ter propriedades anti-tumorais consideráveis no que diz respeito ao câncer de pulmão.

Desse modo, os pesquisadores ressaltam a importância de evoluir nessa pesquisa, com novas fases a serem realizadas em seres vivos, como ratos de laboratório. É esperar para ver.

Vinho e ciência, mais uma vez uma grande dupla... Saúde, é tudo o que buscamos.




terça-feira, 4 de fevereiro de 2014



O vinho e a felicidade conjugal


Talvez um dos maiores desafios da atualidade seja manter um relacionamento duradouro. Pesquisadores da Nova Zelândia afirmam que o vinho pode ser um excelente segredo para um casamento feliz! Não é fantástico?

Segundo a pesquisa recente, realizada com 1.500 casais, aqueles que compartilham uma garrafa de vinho, pelo menos uma vez por semana, estão mais satisfeitos com a vida conjugal do que aqueles que não possuem esse hábito.

A chance de sentir-se feliz com o casamento e com a vida doméstica aumenta em 4 vezes para as mulheres e em 3 vezes para os homens, ao adquirir o costume de compartilhar vinho semanalmente, segundo esse estudo da Universidade de Otago.

O perfil de casais com consumo moderado de vinho, ao menos uma vez de semana, foi o que concentrou maior “índice de felicidade”, com 91% deles relatando prazer em desfrutar a companhia um do outro. Entre aqueles que bebiam vinho com menor frequência, mas mantinham o costume ao menos uma vez por mês, 88% declararam felicidade conjugal. E, no grupo de casais que afirmou nunca ter esse hábito, a propensão à felicidade diminuiu, com o percentual de satisfeitos em 69%.

Mas o pior índice aconteceu com o grupo que, além de nunca reservar um tempo para compartilhar uma garrafa de vinho, tem um dos cônjuges consumindo quantidades excessivas de álcool. Nesse grupo, somente 54% relatou ser feliz no casamento (de fato, excesso de consumo de álcool é prejudicial para qualquer relação, assim como é prejudicial para a vida, de várias formas diferentes).

E o que é considerado consumo moderado de vinho? O consenso diz que, para mulheres, o consumo moderado limita-se a uma taça diária, e, para homens, a duas.

Segundo a autora do estudo, Jessica Meiklejohn, é necessária mais investigação para explicar o motivo do consumo moderado de vinho estar ligado a um aumento da satisfação na vida a dois.

Mas é muito bom saber que o vinho ajuda até na saúde dos nossos relacionamentos, não é?


Fonte: http://www.tintosetantos.com/index.php/conhecendo/ovinhoeasaude/243-o-vinho-e-a-felicidade-conjugal

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014


Feliz 2014 a todos...

Hoje estive na fundação do SindSommelier do Estado de São Paulo, ligado à Nova Central Sindical dos Trabalhadores-NCST, é o primeiro sindicato da categoria no Brasil.



Seu presidente é o sommelier Ramatis Hagge Russo, filho de Didu Russo (https://www.facebook.com/didu.russo



Abaixo segue os propósitos do sindicato, que espero não se "politizar" como a maioria dos sindicatos neste país, mantendo-se neutro e defendo os interessas da classe de forma totalmente independente e apartidária.


Faço votos de muito sucesso a essa nova e árdua empreitada.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Champagne ajuda a memória


O vinho tinto já conquistou os médicos pelos seus poderes antioxidantes e outros benefícios à saúde, agora chegou a vez dos espumantes e champagnes.

Os estudos

Uma pesquisa realizada em uma universidade britânica provou que a bebida melhora a memória espacial e ajuda a gravar novas memórias. Além de neutralizar a perda de memória associada ao envelhecimento, e ainda pode ajudar a retardar o aparecimento de doenças degenerativas do cérebro, como a demência.

Tais benefícios se originam de polifenóis, que são encontrados nas uvas vermelhas de alguns espumantes. Champagne possui níveis relativamente elevados de compostos fenólicos, em comparação com o vinho branco, pois derivam predominantemente a partir de duas uvas tintas, Pinot Noir e Pinot Meunier, juntamente com a uva branca Chardonnay.

Pesquisadores da Reading University testaram a bebida em ratos. O teste fez metade dos animais ingerir a bebida com o jantar e a outra metade não. Depois, os animais foram colocados em um labirinto em busca de comida e, cinco minutos após serem retirados de lá, foram colocados novamente no labirinto. O objetivo era ver quais lembravam melhor do caminho.

Os benefícios

O resultado trouxe a comprovação: 70% dos roedores que ingeriram o champagne acharam a trilha, contra 50% dos ratos que não receberam a bebida. Depois de consumir durante seis semanas espumantes no jantar, os animais apresentaram um aumento de 200% nas proteínas que ajudam na retenção de memória.

O Professor Jeremy Spencer,  do Departamento de Alimentos e Ciências Nutricionais, da Reading University, afirmou: "Estes resultados podem ilustrar pela primeira vez, que o consumo moderado de champagne tem o potencial de influenciar o funcionamento cognitivo, como a memória. Tais observações foram relatadas anteriormente com vinho tinto, também por meio das ações de flavonóides contidos nele”.  

Os estudos apontam que os efeitos são válidos apenas para o consumo moderado, sendo de uma a três taças por semana. Vale lembrar que é necessário que o champagne ou espumante tenham uvas vermelhas em sua composição.


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Cristãos iranianos são condenados a 80 chicotadas por beber vinho

Quatro homens foram sentenciados depois do “crime” de beber vinho na comunhão


A intolerância religiosa é definitivamente um dos problemas do “mundo antigo” que não foi solucionado até os dias de hoje. Uma das últimas demonstrações desse problema ocorreu no Irã. Segundo um boletim de notícias católico, Independent Catholic News, quatro cristãos foram sentenciados a levar 80 chibatadas depois de terem bebido vinho durante a comunhão, prática comum no catolicismo, mas proibida pelo islamismo.

A corte da cidade de Rasht, autuou Behzad Taalipasand, Mehdi Reza Omidi, Mehdi Dadkhah and Amir Hatemi, membros da “Igreja do Irã”, e eles têm até quarta-feira, dia 30 de outubro, para recorrerem.

“As sentenças impostas a esses membros da Igreja do Irã efetivamente criminalizam os sacramento cristão da comunhão e constituem uma violação inaceitável do direto de praticar sua fé livre e pacificamente”, aponta Mervyn Thomas, diretor do instituto Christian Solidarity Worldwide. “

"Nós pedimos às autoridades iranianas para garantir que as práticas e os procedimentos legais do país não contradigam sua obrigação internacional sob a Convenção Internacional de Direitos Civis e Políticos, para garantir a plena liberdade de religião ou crença de todas as comunidades religiosas", acrescentou.


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Vinho evita pedra nos rins


De acordo com uma pesquisa realizada por pesquisadores nos EUA e na Itália, consumir bebidas como vinho (tinto e branco) e café pode diminuir o risco de ter pedras no rim.

Durante oito anos, os especialistas estudaram os hábitos de cerca de 194 mil pacientes que nunca haviam sofrido do problema. Uma ou duas vezes por ano, eles reportavam o que haviam bebido e se havia alguma ocorrência de pedras no rim.

Com base nos resultados, a equipe concluiu que as bebidas associadas ao baixo risco de aparecimento de pedras no rim são, em ordem decrescente, a cerveja (41%), o vinho branco (33%), o café (33%) e o vinho tinto (31%).

Entre as bebidas que mais aumentam as chances estão refrigerantes, bebidas adoçadas artificialmente e ponches.

Fonte: Revista Adega


Vinho e a dor de cabeça

O mais comum é associarmos as palavras vinho e dor de cabeça à ressaca. Mas algumas pessoas sofrem dessas dores com apenas uma taça do fermentado. Entre as explicações populares está o efeito do SO2, que é o conservante existente na bebida.

O SO2, também conhecido como dióxido de enxofre ou anidrido sulfuroso, é adicionado ao vinho tinto para protegê-lo contra os efeitos da oxidação, atuando como um agente antimicrobiano. Além de ser adicionada ao fermentado, a substância também é produzida naturalmente pelas leveduras durante a fermentação.

Entretanto, não há conclusões definitivas sobre esse elemento ser o causador das dores de cabeça. Os sulfitos também estão presentes em damascos e outros frutos secos, alimentos que também trariam mal estar quando consumidos, caso a culpa fosse totalmente desta substância.

O fato de os vinhos brancos estarem menos relacionados às dores de cabeça, mesmo com uma maior dosagem de SO2, permite apontarmos outros culpados para o possível mal estar.

Nestes casos as histaminas, a tiramina e os taninos são os segundos suspeitos.

As histaminas são produzidas pelo organismo e ingeridas por meio dos alimentos. Os vinhos tintos contêm de 20% a 200% mais da substância que os brancos e pessoas alérgicas podem ter os vasos sanguíneos dilatados e contraídos, resultando no mal estar.


Já a tiramina prejudica mais durante a ingestão de vinhos muito jovens ou aqueles que não são adequadamente filtrados ou foram mal estocados. Os taninos atuam como potentes antioxidantes, servindo para conversar, dar cor e aroma ao vinho. No entanto, são liberadores de serotonina, um neurotransmissor que em altas quantidades pode provocar este desconforto.

O mais provável é que o mal estar, na verdade, seja resultado de um somatório de fatores, cabendo a cada consumidor identificar o que mais lhe afeta.

No entanto, existem algumas dicas para tentar evitar dores de cabeça após o consumo do néctar de Baco:

- Tente sempre escolher vinhos de boa qualidade;

- Prefira vinhos com teor baixo de álcool;

- Lembre-se de ingerir água entra uma taça e outra para manter-se hidratado.

O segredo para quem tem dores frequentes é adaptar-se, sem deixar de usufruir dos benefícios que um bom vinho pode trazer para a sua saúde e para a sua vida.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

CÂNCER DE MAMA



Numerosos estudos médicos têm produzido evidências de que o vinho pode ajudar a prevenir alguns tipos de câncer, e até a tratá-los. Dessa vez, a boa notícia do mundo de Baco é para as mulheres que sobreviveram ao câncer de mama.

Trata-se de um estudo do Fred Hutchinson Cancer Research Center, realizado com cerca de 5.000 pacientes de câncer de mama, e publicado recentemente no Journal of Clinical Oncology.

Fred Hutchinson Cancer Research Center é uma organização de pesquisa sem fins lucrativos, que trabalha pela prevenção, detecção e tratamento do câncer e de doenças relacionadas. De renome mundial, conta com três cientistas reconhecidos pelo prêmio Nobel.

Segundo esse estudo, as mulheres que tiveram câncer de mama não precisam virar abstêmias, e podem, inclusive, beneficiar-se do consumo moderado de vinho.

Contrariando pesquisas anteriores, que relacionavam o consumo de álcool ao aumento do risco de desenvolver câncer de mama, esses pesquisadores afirmam que o hábito de beber vinho, antes e depois do diagnóstico, não tem impacto sobre as taxas de sobrevivência à doença.

Os pesquisadores revelaram que o consumo de álcool nos anos que antecederam o diagnóstico não foi associado com a probabilidade de morrer de câncer de mama.

Na realidade, o estudo afirma, inclusive, que o consumo moderado traz até um pequeno benefício para essas mulheres, na medida em que diminui o risco de morte por doença cardiovascular, que é a principal causa de mortalidade entre as mulheres que ficaram curadas do câncer de mama.

Aquelas mulheres que relataram ter consumido entre 3 e 6 taças de vinho por semana, nos anos que antecederam o diagnóstico, demonstraram ter 15% menos chance de morrer de doenças cardiovasculares do que as que se declararam abstêmias.

Polly Newcomb, o principal autor do estudo, e diretor do Programa de Prevenção ao Câncer do Fred Hutchinson Center, aventou, ainda, a possibilidade das mulheres que bebem com responsabilidade serem mais sensíveis às terapias hormonais, o que ainda precisa ser mais pesquisado.

Sempre vale lembrar que moderação é palavra de ordem, que a opinião que realmente importa é a do seu médico, e que, se há controversas mesmo entre cientistas, imagine, então, entre nós, leigos no assunto, mas amantes do vinho!



quinta-feira, 3 de outubro de 2013


Conheça o aplicativo para vinhos Vivino Wine Scanner

As redes sociais chegaram aos enófilos. Apreciadores de vinho agora contam com uma maneira prática para obter informações sobre determinada bebida, sem a necessidade de consultar sites especializados ou enólogos. Diante de uma rede com mais de 800 mil rótulos cadastrados, o aplicativo Vivino Wine Scanner, feito para Android e iPhone, é um dos mais populares da categoria, que já conta com inúmeros lançamentos.

Lançado em 2009, pelo dinamarquês Heini Zachariassen, o programa reconhece os rótulos das garrafas através da captação de imagem. Para saber sobre um vinho específico, basta fotografá-lo e aguardar poucos segundos para que o programa lance informações sobre a bebida, como nome, produtor, casta, safra, região, composição, locais de venda e sugestões de harmonização.

Um dos maiores atrativos do aplicativo é a avaliação. Cada rótulo reconhecido possui uma nota, que é elaborada através do cruzamento de pontos fornecidos pelos usuários que já consumiram o vinho. O sistema funciona através de estrelas: 1 – Não gostei, 2 – Ok, 3 – Bom, 4 – Ótimo e 5 – Sensacional. Através da pontuação, o programa elabora rankings. Por exemplo, ao reconhecer o pinot noir Doña Paula, o Vivino lança os seguintes dados: quatro estrelas na classificação geral,  com avaliação de 58 bebedores.  Pelo aplicativo, o vinho é considerado o 2.988º melhor da Argentina (de 28 mil rótulos cadastrados), o 22º melhor (de 210) da sua vinícola e o 91.698º melhor vinho do mundo (de 865 mil registros).



A classificação também traz uma descrição da vinícola para quem não confia apenas nos números. O texto usualmente traz explicações sobre cor, aroma, acidez, entre outras especificidades. Se o Vivino não reconhece um rótulo, ele estabelece um prazo de até dois dias para que o cadastro seja inserido no sistema.

Cada usuário assume um perfil semelhante ao do aplicativo de fotos Instagram (com o layout todo em cor de vinho, é claro). Os amigos podem ser importados e convidados através do Facebook. As imagens ficam organizadas na ordem em que foram incluídas. O aplicativo não contém mecanismo de busca pelo nome do vinho, mas as bebidas podem ser encontradas pelo filtro de “preço mais baixo”, “preço mais alto” e “melhor classificado”, caso o usuário deseje encontrar um vinho que bebeu há algum tempo.

Outra característica fundamental do aplicativo é que ele é gratuito. Quem quiser pagar US$ 4,99 mensais e se tornar um usuário Vivino PRO pode obter mais sofisticação, embora o sistema seja completo para quem deseja apenas ter uma ideia geral sobre o vinho que está escolhendo, bebendo ou comprando.

Na esfera social, o programa permite “curtir” o vinho do amigo, adicioná-lo a sua lista de desejos (para ter onde consultar na hora da dúvida) e comentar. Outra ferramenta interessante é a de localização. O Vivino procura locais de comercialização próximos ao usuário, como restaurantes, supermercados e lojas que vendem os vinhos cadastrados.

O sistema ainda não inclui bebidas brasileiras, sendo os rótulos mais populares da França, Espanha, Itália, Estados Unidos, Chile, Argentina, Austrália, Alemanha e Portugal.

De acordo com o site do aplicativo, estão inseridos no programa mais de 32 mil vinícolas, 849 mil vinhos, 44 regiões produtoras, 48 países, 538 castas, 1,8 milhões de avaliações, 175 mil pontos de comércio e 112 mil vinhos com preços.

Confira o vídeo explicativo lançado pelo Vivino:





E.L. James lança linha de vinhos com a marca ‘50 Tons de Cinza’

A autora lança linha de vinhos, bebida preferida do casal Anastasia e Christian Grey


A britânica E.L. James pode até não saber se vai continuar a escrever ficção erótica, dando sequência a seu fenômeno Cinquenta Tons de Cinza, mas ela certamente encontrou uma forma de continuar em evidência e de turbinar sua conta bancária. Em março de 2012, ela vendeu os direitos de adaptação dos livros para o cinema por 5 milhões de dólares e, agora, acaba de lançar uma linha de vinhos com a marca de sua trilogia erótica, já que Anastasia e Christian Grey, os protagonistas da série, estão sempre com uma taça de vinho na mão.

E.L. James também fez o texto de apresentação das bebibas: “O vinho é parte importante no enredo de Cinquenta Tons de Cinza, ele contribui para a sensualidade impregnada nos encontros dos personagens. Eu sempre gostei de um bom vinho, então combinar duas das minhas paixões para fazer Red Satin e White Silk foi uma consequência natural da trilogia Cinquenta Tons de Cinza. Espero que todos vocês se enrosquem com uma taça enquanto aproveitam o romance de Anastasia e Christian”.

Red Satin mistura aromas de cereja, cacau em pó, creme de caramelo e baunilha e cravo. Já White Silk é um misto de aromas florais de lichia e mel com grapefruit, pera e um leve toque de caramelo. Nos rótulos das garrafas, uma sugestiva frase, proferida à exaustão por Christian Grey nos romances de E.L. James: "You are mine" (Você é minha). As garrafas custam 17,99 dólares, cerca de 39 reais, e estão disponíveis para venda online para residentes dos Estados Unidos. 



domingo, 29 de setembro de 2013

Todo vinho é saudável?


Que o vinho traz benefícios reais à saúde, quando consumido com moderação, parece que quase todo mundo já sabe. Mas será que existem alguns vinhos que são mais saudáveis do que outros?

O segredo está na quantidade de componentes antioxidantes presentes em cada taça, como procianidinas e resveratrol, encontrados principalmente nas cascas e sementes das uvas. E todos os tipos de vinho possuem esses componentes, só que em maior ou menor escala.

A escolha do seu vinho, é claro, não será definida somente pelo potencial benéfico dele. 

Antes de mais nada, prevalece seu gosto pessoal, é claro. Mas veja quais são as pistas para identificar quais vinhos podem ser os mais saudáveis!

Por tipo de uva

A cepa considerada a mais saudável de todas é a Tannat, com sua casca grossa e quantidade de sementes superior à média (5 sementes por bago, enquanto o comum são apenas 2 ou 3). Outras cepas que se destacam pelo natural potencial de benefício para a saúde são: Cabernet Sauvignon, Nebbiolo, Petit Verdot, Sangiovese, Tempranillo, Malbec e Shiraz.

Por outro lado, algumas cepas naturalmente apresentam menos componentes antioxidantes, não tendo, portanto, o mesmo potencial benéfico: Cabernet Franc, Carmenère, Pinot Noir, Barbera, Zinfandel, Primitivo, Grenache, Merlot e Gamay.

Por estilo de vinificação

Como as procianidinas e o resveratrol, bem como outros polifenois do vinho, estão presentes nas sementes e cascas das uvas, o estilo de vinificação também afeta enormentemente o valor benéfico de cada vinho.

O segredo dos vinhos mais saudáveis, em relação ao método de produção, é a duração dos processos de fermentação e da maceração, ou seja, a duração do contato com as cascas e sementes. Por isso, encontramos mais antioxidantes nos vinhos tintos, embora brancos envelhecidos em carvalho também possam ser bastante tânicos e saudáveis.
Sendo assim, pequenas produções artesanais, como vinhos de autor, costumam ser mais saudáveis que os grandes lotes de produção comercial.

Por região de origem

Sem nos esquecermos de que é uma generalização, é possível ter uma orientação dos vinhos mais saudáveis, também conforme a região de origem:

Australianos tendem a ter menores níveis de procianidinas, mesmo quando produzidos com a tânica uva Shiraz. Os tintos de Bordeaux e da Borgonha estão entre os moderados, assim como os espanhóis.

Italianos do Sul, incluindo os insulares de Sicília e da Sardenha, em geral têm altos níveis de procianidinas. Californianos produzidos com Tannat ou com Cabernet Sauvignon merecem destaque nos benefícios à saúde. E argentinos, como o Malbec, costumam ter alguns dos mais altos níveis de antioxidantes.

De qualquer maneira, vale ressaltar: o consumo moderado de vinho traz inúmeros benefícios à saúde, mas não é indicado para todas as pessoas. Na dúvida, consulte um médico.


sábado, 28 de setembro de 2013

Evento aponta melhores vinhos da safra 2013

Avaliação Nacional de Vinho reuniu 800 pessoas em Caxias do Sul

Por Erik Farina


Foram conhecidos na tarde deste sábado, no Centro de Eventos de Caxias do Sul, os 16 vinhos mais representativos da safra 2013 no Brasil. As variedades com melhores pontuações, conforme a Avaliação Nacional de Vinhos, foram escolhidas por 120 enólogos no mês de agosto.

Sao elas: Chardonnay – Casa Valduga Vinhos Finos; – Riesling Itálico/ Chardonnay / Pinot Noir – Chandon do Brasil; Pinot Noir – Vinícola Geisse; Riesling Itálico – Cooperativa Vinícola Aurora; Chardonnay – Cooperativa Vinícola Nova Aliança; Chardonnay – Luiz Argenta Vinhos Finos; Chardonnay – Vinícola Góes e Venturini; Sauvignon Blanc – Vinícola Miolo; Cabernet Franc – Vinícola Salton; Bueno Bellavista Estate; Cabernet Sauvignon – Rasip Agropastoril; Malbec – Vinícola Almaúnica; Marselan – Vinícola Dom Cândido; Teroldego - Vinícola Don Guerino; Teroldego – Vinícola Monte Rosário; Vinhos Rotava; Merlot – Vinícola Perini.

O evento de apresentação teve como jurados 16 especialistas do Brasil e do Exterior, que comentaram as características da safra.

Considerada uma das maiores avaliações do mundo, o evento reuniu mais de 800 pessoas e teve 309 vinhos inscritos. Durante o evento, foram homenageados o enólogo chileno Mário Geisse e o jornalista Irineu Guarnier Filho com o Troféu Vitis.




sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O vinho e o sono

Além de reduzir o risco de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, envelhecimento prematuro e várias formas de câncer, o vinho tinto também ajuda o corpo a obter o descanso que ele precisa para se recuperar da rotina diária.

Um estudo de cientistas italianos da Universidade de Milão, publicado há alguns anos no Journal of the Science of Food and Agriculture, descobriu uma grande presença de melatonina em algumas variedades de uvas viníferas.

A melatonina é um hormônio que “avisa o corpo que é hora de dormir”, além de ser um potente antioxidante e desintoxicante das nossas células.

A pesquisa foi realizada com 8 diferentes cepas, todas provenientes de controlados vinhedos do Instituto Experimental de Viticultura, em Treviso, situado no nordeste da Itália:

Nebbiolo e Barbera, por serem as principais variedades do Piemonte

Sangiovese, pela sua relevância na Toscana

Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot, pela importância na produção mundial

Croatina e Marzemino, duas uva locais

A concentração de melatonina percebida pelos pesquisadores foi maior na cepa Nebbiolo, seguida pela Croatina e Barbera. Cabernet Sauvignon, Sangiovese e Merlot apresentaram índices considerados medianos, enquanto Marzemino e Cabernet Franc apresentaram apenas vestígios do hormônio.

O que se concluiu com esse estudo, é que o álcool presente no vinho pode não ser o único responsável pelo efeito relaxante que essa bebida proporciona. E, talvez, um copo de vinho tinto antes de dormir tenha mais vantagens do que imaginamos.

Mas, como a ciência só vive e evolui a partir do questionamento, é importante trazer um outro lado da moeda: alguns especialistas recomendam evitar o consumo de bebidas alcoólicas antes de dormir, pois o álcool poderia prejudicar o sono profundo, mantendo algumas pessoas somente nos estágios mais leves de sono. Dessa forma, é bom ficar atento para ver qual é a reação específica do seu corpo, antes de decidir o que é melhor para você. Na dúvida, obviamente, sempre procure um médico.

E, enquanto a ciência pesquisa, a gente desfruta. Com responsabilidade, é claro.