by Marcelo Forggi - Sommelier e Advogado

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O vinho e o sono

Além de reduzir o risco de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, envelhecimento prematuro e várias formas de câncer, o vinho tinto também ajuda o corpo a obter o descanso que ele precisa para se recuperar da rotina diária.

Um estudo de cientistas italianos da Universidade de Milão, publicado há alguns anos no Journal of the Science of Food and Agriculture, descobriu uma grande presença de melatonina em algumas variedades de uvas viníferas.

A melatonina é um hormônio que “avisa o corpo que é hora de dormir”, além de ser um potente antioxidante e desintoxicante das nossas células.

A pesquisa foi realizada com 8 diferentes cepas, todas provenientes de controlados vinhedos do Instituto Experimental de Viticultura, em Treviso, situado no nordeste da Itália:

Nebbiolo e Barbera, por serem as principais variedades do Piemonte

Sangiovese, pela sua relevância na Toscana

Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot, pela importância na produção mundial

Croatina e Marzemino, duas uva locais

A concentração de melatonina percebida pelos pesquisadores foi maior na cepa Nebbiolo, seguida pela Croatina e Barbera. Cabernet Sauvignon, Sangiovese e Merlot apresentaram índices considerados medianos, enquanto Marzemino e Cabernet Franc apresentaram apenas vestígios do hormônio.

O que se concluiu com esse estudo, é que o álcool presente no vinho pode não ser o único responsável pelo efeito relaxante que essa bebida proporciona. E, talvez, um copo de vinho tinto antes de dormir tenha mais vantagens do que imaginamos.

Mas, como a ciência só vive e evolui a partir do questionamento, é importante trazer um outro lado da moeda: alguns especialistas recomendam evitar o consumo de bebidas alcoólicas antes de dormir, pois o álcool poderia prejudicar o sono profundo, mantendo algumas pessoas somente nos estágios mais leves de sono. Dessa forma, é bom ficar atento para ver qual é a reação específica do seu corpo, antes de decidir o que é melhor para você. Na dúvida, obviamente, sempre procure um médico.

E, enquanto a ciência pesquisa, a gente desfruta. Com responsabilidade, é claro.


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