O vinho
contra a obesidade
Mais
da metade dos brasileiros está acima do peso. De fato, o aumento nas taxas de
obesidade é observado há anos, e em diversos países. E o que o vinho tem a ver,
ou não, com isso?
Uma
pesquisa realizada pela Universidade de Navarra, na Espanha, acompanhou mais de
9.000 adultos sem doença crônica anterior, ao longo de 6 anos. Os consumidores
frequentes de cerveja e de bebida destilada apresentaram ganho significativo de
peso, quando comparados aos abstêmios. Entretanto, não houve associação entre o
consumo frequente e moderado de vinho e aumento de sobrepeso ou obesidade. O
consumo de vinho foi associado, inclusive, em alguns casos, à perda de peso.
Mas
qual seria a relação entre o consumo de vinho e o controle da obesidade?
Um
estudo da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, publicado em 2012 no
Journal of Biological Chemistry, sugere que o vinho tinto pode ajudar a
combater a obesidade, em função de um composto com estrutura química semelhante
ao resveratrol, o piceatannol.
Esse
composto, encontrado nas cascas e sementes das uvas, e também em outras frutas,
tais como maracujá, inibe o processo de desenvolvimento das células adiposas. E
essa pode ser a chave para evitar o acúmulo de células de gordura, e,
consequentemente, o ganho de peso.
Um
estudo anterior, realizado na Alemanha em 2008, na Universidade de Ulm, já
havia chegado a uma conclusão semelhante, com a sugestão de que o resveratrol,
antioxidante presente no vinho, inibe o crescimento dos precursores das células
adiposas, evitando que se convertam em células maduras, e impedindo o
armazenamento de gordura.
Os
resultados destes estudos podem ser confundidos pelo fato de que, em geral, os bebedores de quantidades moderadas de vinho tinto tendem a escolher um estilo
de vida e uma alimentação mais saudável.
De
qualquer forma, essas são pesquisas que abrem portas para um potencial método
de controle da obesidade, epidemia que assombra muitos países, inclusive o
Brasil.
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