Vinhos importados ficam 10% mais caros
28 de agosto de 2013 | 8h 47
JOSETTE GOULART - Agencia Estado
SÃO PAULO - A valorização de 20% do
dólar em relação ao real, neste ano, começa aos poucos a chegar aos preços dos
vinhos e cervejas importadas nas adegas, supermercados e empórios brasileiros.
O movimento ainda se restringe a algumas marcas de bodegas argentinas e
chilenas e a poucas dezenas de cervejas. No entanto, as importadoras já
comunicaram às lojas que precisam repor produtos nas prateleiras que terão de
pagar mais pelas bebidas.
Nas duas últimas semanas, os preços de alguns rótulos de vinhos subiram de 5% a 10%, como os da uva Malbec Catena, Alma Negra e o Benegas. Os chilenos Carmen, Gran Tarapacá e Requinguá também tiveram reajustes. A expectativa dos comerciantes é de que, na média, os vinhos importados fiquem 15% mais caros já no próximo mês e a estratégia de venda tem sido lembrar aos clientes: aproveite esse preço para levar algumas garrafas a mais. O gerente do Empório Net Drinks que fica no bairro de Higienópolis, em São Paulo, Narciso Ferreira Filho, diz que a pressão de reajuste das importadoras já está forte o suficiente para impedir descontos mesmo para aqueles que compram em quantidade. Casa Flora, WineBrands, Decanter e Mistral já avisaram que vão subir os preços no próximo mês, diz Ferreira. No caso da Mistral, a própria tabela já está em dólar.
Nas duas últimas semanas, os preços de alguns rótulos de vinhos subiram de 5% a 10%, como os da uva Malbec Catena, Alma Negra e o Benegas. Os chilenos Carmen, Gran Tarapacá e Requinguá também tiveram reajustes. A expectativa dos comerciantes é de que, na média, os vinhos importados fiquem 15% mais caros já no próximo mês e a estratégia de venda tem sido lembrar aos clientes: aproveite esse preço para levar algumas garrafas a mais. O gerente do Empório Net Drinks que fica no bairro de Higienópolis, em São Paulo, Narciso Ferreira Filho, diz que a pressão de reajuste das importadoras já está forte o suficiente para impedir descontos mesmo para aqueles que compram em quantidade. Casa Flora, WineBrands, Decanter e Mistral já avisaram que vão subir os preços no próximo mês, diz Ferreira. No caso da Mistral, a própria tabela já está em dólar.
Em algumas casas, como a Baccos, os
vendedores têm dado dicas de vinhos com qualidade parecida à dos mais caros,
mas que custem até metade do preço. O vendedor Cristiano de Souza não titubeia
em recomendar a seus clientes que troquem o ícone Catena, na faixa dos R$ 70,
pelo Lote 44, que custa R$ 40. O Lote 44 é feito por um vinhedo que é
dissidente do Catena, tem ótima qualidade.
Em faixas de preço mais elevado os
reajustes também serão inevitáveis, mesmo dos vinhos europeus cotados em euros.
Algumas garrafas como o Petrvs, que custavam R$ 12 mil na Casa Santa Luzia, já
têm previsão de custar mais de R$ 20 mil na próxima leva. Mas o gerente Marcelo
Lopes Marcelindo explica que não será só o dólar o responsável. Tínhamos aqui
um Petrvs 96 que é superado de longe pelo da safra de 2009 que vai chegar.
Marcelindo diz que apenas o Requingua teve reajuste na adega da casa até agora,
mas já se espera uma alta generalizada na medida em que os estoques forem
trocados. Pela sua experiência, entretanto, num primeiro momento os clientes se
retraem, mas logo voltam a consumir.
No caso das cervejas especiais, a
preocupação é zero do proprietário do Empório Alto de Pinheiros, Paulo Almeida,
que vende mais de 600 marcas de cervejas importadas e 20 diferentes tipos de
chope. Ele diz que caminha para ter faturamento recorde no mês de agosto. A
casa tem seis anos e os clientes têm sido fiéis.
A importadora Tarantino, que por mês
traz ao País cerca de seis mil caixas de cervejas, já repassou 10% da valorização
do dólar aos produtos e mesmo assim as vendas estão crescendo e também terá mês
recorde. O consumidor de cervejas especiais é o jovem com formação acadêmica
que trabalha para seu próprio sustento. Não é mais aquele jovem da década de 80
que trabalhava para ajudar a família, diz Marcos Aurélio Simões de Souza, da
Tarantino. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Jornal O Estado de São
Paulo - http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios-geral,vinhos-importados-ficam-10-mais-caros,163051,0.htm
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